PDI RECOMENDADO - PROTOCOLO 2005004943
APRESENTAÇÃO
A Faculdade Fernão Dias apresenta o Plano de Desenvolvimento
Institucional a seguir, tanto para atender às exigências
do Ministério de Educação e do Desporto
(MEC) contidas na Lei 9.394 e no Decreto 3.860/2001, como com
o propósito de fixar base para as ações
planejadas, por nossa instituição, para o qüinqüênio
2007-2011, considerando as circunstâncias, a conjuntura
sócio-político-econômica e as especificidades
regionais, acrescidas de aptidões, habilidades e competências
reunidas em todos os seus segmentos. Da mesma forma os Projetos
Pedagógicos já em curso em nossa instituição,
o Plano de Desenvolvimento que se segue, deve ser a mediação
histórica e o instrumento para realizar as ações
típicas de uma instituição com o porte da
nossa em termos de ensino, de pesquisa e de extensão:
não é, portanto, um mero documento burocrático,
mas uma referência ousada por sua natureza, ponderada por
sua expressão, incisiva quanto à dimensão
das metas e dinâmica no que se refere a objetivos e procedimentos.
INTRODUÇÃO
Um Plano de Desenvolvimento Institucional
constitui-se num instrumento de controle antecedente,
ou seja, um meio pelo qual se pode controlar resultados
futuros, com base em condições, conhecimentos
e informações atuais.
A elaboração de
um Plano de Desenvolvimento Institucional conjuga,
portanto, uma série de fatores: uma avaliação
criteriosa da situação atual e do
desempenho da instituição proponente,
projeções quanto ao crescimento institucional,
mormente no aspecto acadêmico e uma reflexão
sobre as tendências e perspectivas da comunidade
onde se insere, no nosso caso, composta por Osasco
e um grande segmento do Grande SÃO PAULO
e da periferia da zona oeste da Capital de São
Paulo a saber: Butantã, Jardim Bonfiglioli,
Lapa, Pinheiros, Jaguaré.
O planejamento constitui, para
a nossa Instituição, uma atividade
de primordial importância por ser resultado
da reflexão sobre o trabalho que realiza,
e sobre o significado desse trabalho na sociedade
que dele usufrui, principalmente no momento atual
em que o país, assim como o resto do mundo,
atravessa intensas transformações.
Avaliar o contexto sócio-econômico
e avaliar-se como participante ativo desse contexto
requer uma pedagogia crítica e um senso
de busca de novas formas e atividades que contemplem
as necessidades dessa sociedade.
Este PDI, mais que atender recomendações
legais emanadas do Sistema Federal de Ensino, concentra
o trabalho da instituição no sentido
de consolidar-se, contemplando o qüinqüênio
2007-2011. O plano pretende, com clareza e competência,
assegurar condições para otimizar
nossas ofertas e, ao mesmo tempo, projetar a criação
de novas áreas de atuação,
como de novos cursos de graduação
e pós-graduação, assim como
fixar bases para implantação de programas
de lato e stricto sensu, fortalecendo, ao mesmo
tempo as atividades de extensão e de iniciação
científica.
As ações propostas
nesse PDI foram inspiradas no trabalho dos Coordenadores
dos Cursos já em funcionamento, cujo desenvolvimento
tem permitido um exercício permanente de
auto e hétero avaliação, exigindo
a criação de uma “cultura” afeita à crítica, à investigação, à observação
e à mudança.
Análise de Conjuntura e
Tendências para o Setor Educacional
O Ministério da Educação e do Desporto, mentor
do Sistema Federal de Educação está na iminência
de editar novas diretrizes curriculares dos cursos de graduação.
Encerra, assim, uma parte da recente história da educação
brasileira, conteudista, que se baseou não injustificadamente,
nos chamados currículos mínimos, que trataram anos
a fio, contingentes e contingentes de educandos com quase as mesmas
fórmulas, ingredientes e grades, como se a sociedade se
mantivesse inalterada. A realidade resolveu intervir, e, de fora
para dentro, tornou imperiosa, uma adequação dos
modelos vigentes ao conhecimento que vem sendo vertiginosamente
produzido. Dentre os princípios das novas diretrizes curriculares,
que primam pela educação continuada (o aluno fica
menos tempo na graduação, mas nunca mais pode sair
do processo) três merecem destaque. Assim, as diretrizes
estão voltadas para: 1) evitar o prolongamento desnecessário
da duração dos cursos de graduação;
2) Incentivar uma sólida formação geral, necessária
para que o futuro graduado possa vir a superar os desafios de renovadas
condições de exercício profissional e de produção
do conhecimento, permitindo variados tipos de formação
e habilitações diferenciadas em um mesmo programa;
3) estimular práticas de estudo independente, visando a
uma progressiva autonomia profissional e intelectual do aluno.
Enfim, as diretrizes curriculares
querem estimular e encorajar o aproveitamento do
conhecimento, habilidades e competências
adquiridas fora do ambiente escolar, inclusive
as que se refiram à experiência profissional
julgada relevante para a área de formação
considerada.
Visto dessa forma o conhecimento
altera e amplia sua importância: além
de meio, ainda constitui um fim – para ser
um componente (o mais significativo) da força
de trabalho. Daí, sociedade do conhecimento.
Num texto singular e conciso, José Luiz
Rossi, Presidente da PricewaterhouseCoopers, abordou
o tema na Revista Classe n.º 90.
“Nos últimos meses,
verificou-se que a nova economia não substituirá de
todo a velha economia, mas, sim, conviverá com
ela, transformando-a por meio da profunda integração
entre as empresas e da disseminação
quase infinita do conhecimento, Entretanto, dois
outros fenômenos também influenciarão
nosso meio de vida. Estamos falando das transformações
que ocorrerão em virtude das maiores mudanças
demográficas ocorridas desde que o homem
começou a se organizar em sociedades. A
diminuição da população
jovem em todos os países desenvolvidos,
e também em países como o Brasil
e a China, onde a taxa de natalidade já está abaixo
da de reposição de 2,2 por mulher
em idade reprodutiva, é um fenômeno
que mudará o perfil da população
mundial nos próximos anos. Em 2050, em países
como a Alemanha e o Japão, as pessoas acima
de 65 anos constituirão a metade de toda
a população e, em razão de
taxas de natalidade abaixo do mínimo de
reposição, a população
total também será menor que a de
hoje. O aumento da expectativa de vida é um
fenômeno que já vem ocorrendo nos últimos
300 anos, mas a redução da população
jovem é um fato relativamente novo, cujas
conseqüências socioeconômicas
ainda não foram totalmente exploradas. A
outra transformação é nas
características da força de trabalho.
Até o início deste século,
a maior parte dos trabalhos eram manuais. Cinqüenta
anos depois, e com pico nos anos 70, a indústria
foi o grande empregador.
Hoje, a força de trabalho
que mais cresce e que já é a maior
em números absolutos, é a dos trabalhadores
com conhecimento, valorizados mais pelo conhecimento
especializado do que por qualquer outra característica.
Essa sociedade do conhecimento gerou então
duas necessidades básicas: primeiro, a educação
formal, necessária para a especialização
do trabalhador; em segundo, a educação
contínua, fundamental para mantê-lo
atualizado no competitivo mercado de trabalho.
Se juntarmos, portanto, essas
duas tendências - o envelhecimento da população
e a afluência da sociedade do conhecimento
- veremos que a maior demanda no campo da educação
nos próximos anos será de ensino
continuado para adultos. Em virtude da maior expectativa
de vida, do encolhimento da parcela jovem da população
e das necessidades dos sistemas previdenciários, é de
se esperar que em 2050 a vida produtiva média
do trabalhador aumente dos atuais 30-35 anos para
até os 50 anos.
Conhecimento especializado é um ativo que rapidamente torna-se
obsoleto e 50 anos de vida produtiva demandarão cada vez
mais novas opções de formação complementar,
hoje não existentes no mercado. Nas próximas décadas,
a criação de instituições de ensino
especializadas na educação para adultos será o
maior desafio que as sociedades terão no campo educacional”
1 – Identidade
A Faculdade Fernão Dias
identifica-se por um caráter regional comprometido
com o desenvolvimento científico, econômico,
profissional, social e cultural da região
de Osasco e região de São Paulo (Jaguaré,
Butantã, Lapa, Pirituba), compromisso ratificado
em todas iniciativas de ensino, pesquisa e extensão.
2 – Missão
Servir à comunidade provendo
conhecimento e gerando recursos importantes para
o desenvolvimento científico, econômico,
profissional, social e cultural da região
de Osasco e Grande SÃO PAULO, buscando contribuir
sempre para o bem-estar da sociedade, de modo a
participar no esforço pela melhoria da qualidade
de vida, defendendo a expressão e o cumprimento
da verdade.
3 – Objetivos
Enquanto mantenedora da IES de
formação e aperfeiçoamento
de Recursos Humanos pela promoção
do Ensino, da Pesquisa e da Extensão, dispõe-se
contribuir na produção, acumulação,
sistematização e disseminação
de conhecimentos e cultura em todas as áreas,
formas e níveis. Em função
dessa concepção, concentra esforços
para contribuir na formação integral
do indivíduo, despertando-lhe o senso crítico,
o critério ético e a capacidade de
julgar e agir corretamente; formando cidadãos
conscientes, capacitados para a vida profissional
e cívica, conforme as exigências da
sociedade moderna.
O Regimento da Faculdade mantida
explicita com clareza o objetivo de ministrar o
Ensino Superior, estimular a pesquisa em todos
os campos da ciência e, através da
extensão cultural, prestar serviços à comunidade:
A Faculdade tem como objetivos:
I - promover o ensino, a pesquisa,
a extensão, e a difusão das Ciências,
através do desenvolvimento do espírito
crítico e do pensamento reflexivo;
II - contribuir na formação
de profissionais e especialistas nas diferentes áreas
de conhecimento, habilitando-os para inserção
nos setores profissionais e para participação
no desenvolvimento da sociedade brasileira;
III - contribuir na formação de professores para
atuar como docentes na Educação Básica (Educação
Infantil e nos Ensinos Fundamental e Médio), acrescendo-se às
especificidades de cada um desses grupos, as exigências que
são próprias das comunidades indígenas e dos
portadores de necessidades educativas especiais;
IV - incentivar o trabalho de
pesquisa e de investigação, visando
o desenvolvimento das ciências e a criação
e difusão da cultura, desenvolvendo desse
modo, o entendimento do homem e do meio;
V - suscitar o desejo permanente
de aperfeiçoamento cultural e profissional
e possibilitando a correspondente concretização,
mediante a integração dos conhecimentos
que vão sendo adquiridos, numa estrutura
intelectual sistematizadora do conhecimento de
cada geração;
VI - estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente,
em particular os nacionais e regionais, assim como prestar serviços
especializados à comunidades e estabelecendo com elas uma
relação de reciprocidade;
VII - adotar normas e regimentos
baseados em princípios democráticos,
não permitindo, no âmbito de suas
atividades, campanhas ou atos isolados em desacordo
com tais princípios, ainda que se revistam
de caráter meramente filosófico;
VIII - proporcionar ao estudante condições e meios
para uma educação integral.
0. ente reestruturação dos cursos, visando a atuação
integrada, a interdisciplinaridade e a indissociabilidade do ensino,
pesquisa e extensão;
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